(Source: 128vemusic)

(Source: gandum)

g-a-n-g-s-t-e-r:

exactly!

g-a-n-g-s-t-e-r:

exactly!

(Source: ruta-mia)

illbeyoung:

Hedmozo.

illbeyoung:

Hedmozo.

(Source: smile-for-me-babe)

“Caminho pelas ruas sombrias da cidade enquanto arrasto o meu corpo pelas pedras enegrecidas da calçada, pedras tão escuras quanto a alma que enche o meu corpo. Quem diria que um corpo tão vazio poderia carregar uma alma tão pesada. Levo comigo o peso dos erros e das tentativas falhadas, levo comigo o peso da morte que já vivi, levo comigo o peso daquilo que queria dizer mas nunca disse, daquilo que queria ser e nunca fui, daquilo que queria ter e nunca tive. O peso de te procurar nos recantos mais sombrios do meu ser; procurar-te para me encontrar a mim própria. O peso das tuas palavras que me apunhalavam o peito como facas afiadas que perfuravam a minha alma enegrecida como as paredes da cidade pelo fumo das fábricas.
Sei que nunca vais voltar, pelo menos não voltarás enquanto eu te procurar, enquanto eu não te tornar numa simples memória… Por enquanto vivo de ti e do que me deixaste. Pouco ou nada tenho que me encha os pulmões com o teu cheiro e os olhos com o teu sorriso.
Sei que quando parar de te procurar tu irás deixar que eu te encontre, porque essa sempre foi a tua estratégia, deixares que eu te encontre quando já não te procurar mais. Vivo sufocada entre a angústia de te procurar quando não te encontro e de te encontrar quando não te procuro. Amar-te sempre foi assim como tentar plantar uma árvore num terreno infértil, independentemente de quantas sementes se enterrem, de quantas vezes se regue ou de quanto adubo se ponha, a árvore nunca irá crescer nem dar frutos.
Um dia vou largar tudo, tudo o que me prende a ti, tudo o que me prende aos monstros da minha alma, tudo o que me sufoca sem me matar, e vou descobrir-me. Sei de mim somente a loucura que carrego.”
Inês Benfeitas (half-loved)